segunda-feira, abril 19th, 2010

Os Répteis

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Os Répteis têm características muito particulares. Se optou por ter um réptil como animal de estimação, saiba que existem diversas particularidades destes animais que têm de ser levada em consideração. Quando se refere que um réptil é um “animal de sangue frio”, tal não significa que não precise de calor, significa que necessita de fontes de calor exterior para se manter na sua “zona de temperatura ótima”. Cada espécie tem uma temperatura ótima diferente, consoante o habitat de onde provém, e é importante saber a que temperatura deve manter.

 

 

Temperatura:

Os répteis são animais exotérmicos, isto é, regulam a sua temperatura corporal em função da temperatura exterior. Esta é a principal diferença em relação a outros animais de companhia. Para todos os répteis há um intervalo de temperatura ótimo e sob o qual mantêm a sua temperatura ideal. Na Natureza estes animais procuram o Sol ou as zonas de sombra, de modo a regular a sua temperatura interna, mas, quando em condições artificiais, nós devemos providenciar esse gradiente de temperatura – assim, no seu novo lar deve existir um local em que a temperatura se encontre no seu valor máximo e outro no valor mínimo (dentro do intervalo de temperatura recomendado para a espécie), de modo que o animal possa optar e efetuar a sua termoregulação.

A temperatura corporal ideal é aquela em que o réptil mantém, de um modo conveniente, as suas funções orgânicas – respiração, digestão, controlo de doenças, etc. Em termos práticos, se o nosso animal se encontra sobre uma temperatura baixa ele está pouco ativo, tem menos apetite, a digestão faz-se mais devagar, a respiração é mais pausada e, caso esteja doente, o seu sistema imunitário não é tão eficaz, pois não está a trabalhar em pleno.

Estes conceitos são por vezes um pouco difíceis de interiorizar para nós, mamíferos, mas é o responsável pela exigência de uma instalação própria para répteis, com uma temperatura controlada, pelo que não é conveniente, para a saúde do nosso réptil, andar solto pela casa.

 

Luz:

No caso da luminosidade é outro fator que é necessário controlar para que o nosso animal viva em condições favoráveis. O elemento mais importante é a luz Solar, quando temos um animal num espaço limitado num interior são os ultravioletas (UV). Os UV são um tipo de “luz”, não visível para os olhos humanos, que tem funções importantes no metabolismo (o conjunto das funções do organismo). Entre as quais, por exemplo, transformar vitaminas como a A e a D, para que possam ser utilizadas devidamente. Os UV do Sol são filtrados através dos vidros e perdem por isso a sua função, o que significa que temos de providenciar UV “artificiais” ao nosso réptil e sem interferência de objetos. Outro elemento que temos de controlar é o foto-período (o número de horas de luz durante um dia) e este também varia de acordo com a espécie.

 

Umidade:

A umidade é um fator essencial. Como todos os outros fatores já mencionados, varia com a localização geográfica de onde a espécie é originária. Como regra, podemos referir que as espécies que vivem na selva necessitam de um teor de umidade relativa maior que os originários de zonas desérticas, e que a variação de dá entre 50% e 70% para o primeiro caso (atingindo por vezes valores de 80% para algumas espécies) e no segundo caso a umidade pode não ultrapassar os 10%. A água deve estar à disposição, pois além de beberem, muitos répteis gostam de tomar banho.

Qualquer que seja o fator considerado é sempre importante conhecermos as características da espécie que temos, para que as suas necessidades sejam satisfeitas, pois além dos três elementos acima referidos devemos saber a diferenças em relação à alimentação (carnívoros, herbívoros e onívoros), em relação ao seu modo de vida (espécies arborícolas, terrestres, aquáticas e semi-aquáticas) e ainda em relação aos hábitos, noturnos ou diurnos.

 

Fique ligado no nosso Blog, daremos mais dicas sobre estes animais de características tão surpreendentes.

Category: Repteis
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